BIOGRAFIA

Alexandre Guerra é compositor, membro da"Sociétaires Professionnels" (Sacem - France) e WSA (World Soundtrack Academy). Formou-se bacharel em composição para cinema pela Berklee College of Music, onde estudaram os compositores Howard Shore e Alan Silvestri. Guerra foi aluno de John Bavicchi, Michael Gibbs e David Spear, orquestrador do compositor Elmer Bernstein.

No Brasil, estudou harmonia e composição com Hans Koelheuter – nome importante da vida musical brasileira durante o século XX. Sua formação lhe permitiu fluência em uma grande variedade de estilos e formações orquestrais, presentes em suas composições dedicadas aos filmes, como em sua obra autoral voltada à música de concerto.
Suas composições vem sendo executadas por importantes orquestras e intérpretes dentro e fora do Brasil, tais como: Sinfônica de Budapeste, Filarmônica de Montevideo, Sinfônica Nacional, Sinfônica do Espírito Santo, Experimental de Repertório, Sinfônica de Sergipe, Sinfônica de Santo André e as orquestras de câmara do Amazonas e Ouro Preto, entre outras.
 
Sua “Fantasia para Violão e Orquestra” teve estreia no Theatro Municipal de São Paulo, interpretada pelo violonista de carreira internacional, Chystian Dozza.
 
Seus “Poemas para Piano” foram estreados por Cristian Budu, um dos expoentes do piano brasileiro.
 
Em 2018, Alexandre compôs a peça intitulada "Guerreiras Amazonas" que celebra os 30 anos da Orquestra Sinfônica de Santo André e é finalista no Prêmio Profissionais da Música.
 
A convite do maestro Laércio Diniz, Alexandre partitcipa em 2019 do programa da "Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa", como compositor residente.
 
Como colaborador em projetos audiovisuais Alexandre reúne hoje mais de 120 trilhas sonoras realizadas em parceria com diretores como: Bruno Barreto, Jayme Monjardim, Daniel Augusto, Sérgio Machado, entre outros. Em sua filmografia como compositor podemos destacar os longas-metragens: “O Tempo e o Vento”, “Tudo o que aprendemos juntos” e “Vendedor de Sonhos” (finalistas na categoria Melhor Trilha Sonora no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro), os premiados documentários: “Quem se importa?” e “New Especies – The Expediction” e a animação “Brasil Animado”, primeiro longa 3D brasileiro.  As séries de TV: “Maysa” (Rede Globo), “Dino-Aventuras” (primeira série produzida para a Disney no Brasil) e as séries para canais internacionais: “The American Guest” (HBO), “Sauvés de l’extinction”, “Chasing Che”, “Secret Brazil”, “Across the Amazon”, veiculadas em mais de 80 países.
 
História
 
Alexandre Guerra iniciou seus estudos musicais no saxofone aos 14 anos incentivado pelo pai Carlos Guerra, que trabalhava com produção de música para  publicidadade. Em 1990 é selecionado pelo programa de bolsas do fundo Duke Ellington, em 1991 muda-se para Boston, onde se forma como compositor pelo departamento de música para cinema, quatro anos mais tarde.

Foi como arranjador que a carreira do compositor começou no Brasil. Aos 24 anos, ainda estudando nos EUA, ele assinou os arranjos do CD "Girassol" de Ed Lima, vencendo 180 candidatos do prêmio Sharp de Músicana categoria música instrumental como melhor arranjador. Quando voltou, em 1995, o cinema nacional vivia seu renascimento, até então sua única experiência com cinema havia sido como instrumentista na trilha do filme “Pentathlon” de Dolph Lundgren, finalmente em 1998 estreou sua primeira trilha original no filme "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia", documentário de Roberto Elisabetsky.
 
No universo da música popular atuou como arranjador em projetos com Carlinhos Brown & Orquestra Sinfônica da Bahia, Léo Gandelman e Banda Sinfônica de Natal, além de ter sido laureado com o Prêmio Sharp na categoria de música instrumental, como melhor arranjador pelo álbum “Girassol” de Ed Ribeiro Lima.
 
Alexandre conta com 10 álbuns lançados, entre eles: “Ballet de Azul e Vento”  - Finalista no 26º Prêmio da Música Brasileira e “Longe….” - classificado em 25º lugar entre os Melhores da Música Brasileira.

Em 2010, teve uma retrospectiva de sua obra para filmes executada pela Orquestra Experimental de Repertório sob a direção artística de Jamil Maluf como parte da série Cinema em Concerto.