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Alexandre Guerra

01 de janeiro de 2013

O compositor Alexandre Guerra iniciou seus estudos musicais no saxofone aos 14 anos. Incentivado pelo pai Carlos Guerra, que trabalhava com produção de som publicitário, Alexandre logo se aventurou por experiências em arranjo e composição que o motivaram em 1990 a submeter suas criações à seleção de bolsas de estudo para a universidade americana Berklee College of Music, onde estudaram os compositores americanos Howard Shore  e Alan Silvestri, Guerra foi aluno de David Spear, assistente do compositor Elmer Bernstein.

Selecionado pelo programa de bolsas do fundo Duke Ellington, em 1991 muda-se para Boston, onde se forma como compositor pelo departamento de música para cinema, quatro anos mais tarde.

Foi como arranjador que a carreira do compositor começou no Brasil. Aos 24 anos, ainda estudando nos EUA, ele assinou os arranjos do CD "Girassol" de Ed Lima, vencendo 180 candidatos do prêmio Sharp de Músicana categoria música instrumental como melhor arranjador. Quando voltou, em 1995, o cinema nacional vivia seu renascimento, até então sua única experiência com cinema havia sido como instrumentista na trilha do filme “Pentathlon” de Dolph Lundgreen, finalmente em 1998 estreou sua primeira trilha original no filme "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia", documentário de Roberto Elisabetsky.

Concomitante com seus primeiros trabalhos como compositor, Guerra retoma seus estudos musicais com Hans-Joachim Koellreutter – um dos nomes mais importantes da vida musical brasileira durante o século XX. Essa bagagem permitiu que escrevesse para grandes formações orquestrais, seja como arranjador ou ainda criando obras próprias. Ao mesmo tempo, Alexandre nunca se distanciou do universo popular, atuando como instrumentista em projetos como o Duo de Dois, que mantém em parceria com Toni Cunha.

Desde 1995, Alexandre Guerra vem se dedicando à composição e orquestração de trilhas sonoras, tendo trabalhado ao lado de diretores como Jayme Monjardim, Cao Hamburguer, Sérgio Machado, Maurício Dias, Frédéric Lepage, Mara Mourão, Paschoal Samora, Lawrence Wahba e Ricardo Dias, em mais de 70 produções audiovisuais, entre filmes, documentários e séries de TV. Dentre eles, podemos destacar a minissérie Maysa, da rede Globo, séries para canais internacionais como “Sauvés de l’extinction”, cuja trilha foi gravada pela Orquestra Sinfônica de Budapeste, além de “Chasing Che”, “Secret Brazil”, “Across the Amazon”, veiculadas em mais de 80 países, longas-metragens como “O Tempo e o Vento”, “Acorda Brasil”, “Bodas de Papel” “ e “Brasil Animado”, o primeiro longa 3D brasileiro, além de premiados documentários como “Quem se importa ?” (Melhor longa – Festival de Miami) e “Mistério do Poço Azul” (prêmiode ouro na Conferência Internacional de Produtores de Ciência e História).

Como arranjador teve participação nos trabalhos de Carlinhos Brown & Orquestra Sinfônica da Bahia, Leo Gandelman e Banda Sinfônica de Natal, Luciana Melo, Jair Oliveira, Alessandra Maestrine, entre outros...

Paralelo ao universo dos filmes, Alexandre desenvolve suas composições instrumentais , tendo cinco álbuns lançados: “Imagens”, “Para Ouvir e Sonhar”, “Perto da Paisagem”, “Concerto para a Alma” e “Estações Brasileiras”.

Em 2010 teve parte de sua obra de composições para filme executada pela Orquestra Experimental de Repertório sob a direção artística de Jamil Maluf como parte da série Cinema em Concerto.